UNIÃO ESTÁVEL TEM DIREITO À HERANÇA?

Sim. Em muitos casos, a companheira ou companheiro em união estável possui direito à herança, mesmo sem casamento no papel.

Essa é uma das situações que mais geram surpresa e conflitos familiares durante o inventário.

Muitas famílias acreditam que, por não existir casamento formal, a pessoa não teria qualquer direito sobre o patrimônio deixado. Mas a união estável pode gerar efeitos sucessórios importantes.

O principal problema é que muita gente vive anos em união estável sem nunca formalizar a relação oficialmente.

E isso costuma gerar discussões como:
→ “ela não era esposa”;
→ “eles só moravam juntos”;
→ “o imóvel estava apenas no nome dele”;
→ “a família nunca aceitou o relacionamento”.

Mesmo assim, dependendo do caso, a união estável pode ser reconhecida judicialmente.

A análise costuma envolver elementos como:
→ convivência pública;
→ relacionamento duradouro;
→ intenção de constituir família;
→ dependência econômica;
→ provas da convivência.

Outro ponto importante:
a companheira em união estável pode ter direito tanto à meação quanto à herança, dependendo do regime de bens e da situação patrimonial.

E é justamente aí que muitos conflitos começam.

Em algumas famílias surgem disputas entre:
→ companheira e filhos;
→ companheira e ex-esposa;
→ companheira e irmãos do falecido;
→ diferentes núcleos familiares.

Também existem situações delicadas envolvendo:
→ relacionamentos não assumidos formalmente;
→ patrimônio adquirido antes da união;
→ bens misturados;
→ imóveis registrados apenas em nome do falecido.

Além disso, muitas pessoas acreditam que basta “não colocar no papel” para evitar direitos sucessórios. Mas a realidade jurídica pode ser muito diferente.

Cada caso depende da análise concreta da relação, do patrimônio e das provas existentes.

Por isso, inventários envolvendo união estável costumam exigir muito cuidado para evitar conflitos ainda maiores dentro da família.

Uma consultoria jurídica pode ajudar a analisar:
→ existência ou não de união estável;
→ direitos sucessórios envolvidos;
→ divisão correta do patrimônio;
→ riscos de futuras disputas judiciais;
→ estratégias para regularização da sucessão.

E na sua opinião: muitas famílias ainda têm dificuldade em aceitar os direitos da união estável na herança? Você pode compartilhar sua visão nos comentários do blog.

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Sobre a Autora

Ana Bezerra é advogada especialista em Direito de Família e Sucessões e em Direito Penal e Processo Penal, com mais de 9 anos de atuação jurídica e atendimento online em todo o Brasil. Também é jornalista e se formou simultaneamente nas duas áreas, recebendo ambos os diplomas no mesmo dia.

Durante quase 5 anos na televisão, atuou como repórter e produtora, levando informação de forma clara, humana e acessível para milhares de pessoas. Também é convidada como especialista para repercutir temas jurídicos e assuntos de interesse social em programas de TV com abrangência nacional.

Neste blog, compartilha conteúdos profundos para quem busca não apenas informação jurídica, mas também reflexões que fazem parte da jornada humana. Cada texto é pensado para unir conhecimento, comunicação clara e acolhimento em momentos que, muitas vezes, chegam sem aviso e exigem de nós força e coragem!

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