Sim, é possível discutir judicialmente a renda do marido mesmo quando ele recebe grande parte dos valores em dinheiro vivo, movimenta valores informalmente ou não demonstra oficialmente tudo o que ganha.

Essa é uma situação extremamente comum em divórcios envolvendo:
✓ empresários;
✓ autônomos;
✓ prestadores de serviço;
✓ donos de máquinas;
✓ comerciantes;
✓ profissionais que trabalham com pagamentos informais;
✓ ou pessoas que evitam movimentar valores diretamente na própria conta bancária.
E normalmente a esposa começa a desconfiar quando percebe frases como:
“eu não tenho renda”;
“a empresa não dá lucro”;
“está tudo parado”;
“não tenho como pagar pensão”;
“não existe nada no meu nome”.
Mas ao mesmo tempo:
✓ existe padrão de vida elevado;
✓ viagens;
✓ carros;
✓ máquinas;
✓ imóveis;
✓ movimentação financeira incompatível;
✓ pagamentos em dinheiro;
✓ ou patrimônio muito acima da renda oficialmente declarada.
E isso pode ser analisado judicialmente.
O Direito de Família não olha apenas para holerite ou imposto de renda.
A Justiça também pode analisar:
✓ padrão de vida da família;
✓ movimentações bancárias;
✓ patrimônio adquirido;
✓ despesas pessoais;
✓ gastos com veículos e imóveis;
✓ redes sociais;
✓ empresas;
✓ maquinários;
✓ contratos;
✓ e sinais externos de capacidade financeira.
Outro ponto importante:
muitas vezes a renda informal não aparece diretamente na conta do marido.
Em alguns casos, os valores:
✓ passam pela conta de funcionários;
✓ entram em nome de terceiros;
✓ são recebidos em espécie;
✓ ou sequer transitam formalmente pela empresa.
E isso não significa automaticamente que a renda “não existe”.
Em determinadas situações, podem existir:
✓ pedidos de quebra de sigilo bancário;
✓ perícia contábil;
✓ análise patrimonial;
✓ investigação financeira;
✓ ou produção de outras provas capazes de demonstrar a verdadeira capacidade econômica.
Outro erro muito comum é acreditar que:
“se não tem registro oficial, não tem como provar”.
Nem sempre.
Muitas mulheres convivem anos dentro da realidade financeira da família e conhecem detalhes importantes, como:
✓ clientes;
✓ máquinas;
✓ rotina financeira;
✓ padrão de gastos;
✓ pagamentos recebidos;
✓ propriedades;
✓ funcionários;
✓ ou movimentações que ajudam a reconstruir a realidade econômica do casal.
E tudo isso pode ter relevância jurídica.
Além disso, em ações envolvendo:
✓ pensão alimentícia;
✓ partilha de bens;
✓ empresa familiar;
✓ ou ocultação patrimonial;
a discussão da renda real pode fazer enorme diferença no resultado do processo.
Por isso, antes de aceitar qualquer valor “porque foi o que ele disse que ganha”, é importante analisar o caso com cuidado.
Cada situação possui detalhes próprios e uma estratégia jurídica bem construída pode mudar completamente o rumo financeiro de um divórcio.
Você já viveu ou conhece alguém passando por uma situação parecida?
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Você pode escrever ali:
✓ sua dúvida;
✓ sua opinião;
✓ sua experiência;
✓ ou contar o que está vivendo atualmente.
Muitas mulheres acabam descobrindo direitos importantes justamente através dessas conversas.
E caso deseje uma orientação individual, estratégica e sigilosa sobre o seu caso, também é possível agendar uma consultoria jurídica diretamente pelos contatos disponíveis aqui no blog.
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Sobre a Autora
Ana Bezerra é advogada especialista em Direito de Família e Sucessões e em Direito Penal e Processo Penal, com mais de 9 anos de atuação jurídica e atendimento online em todo o Brasil. Também é jornalista e se formou simultaneamente nas duas áreas, recebendo ambos os diplomas no mesmo dia.
Durante quase 5 anos na televisão, atuou como repórter e produtora, levando informação de forma clara, humana e acessível para milhares de pessoas. Também é convidada como especialista para repercutir temas jurídicos e assuntos de interesse social em programas de TV com abrangência nacional.
Neste blog, compartilha conteúdos profundos para quem busca não apenas informação jurídica, mas também reflexões que fazem parte da jornada humana. Cada texto é pensado para unir conhecimento, comunicação clara e acolhimento em momentos que, muitas vezes, chegam sem aviso e exigem de nós força e coragem!


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